Realizando desejo!

Essa semana escrevi mais um capítulo da história do meu cabelo. Quem nos acompanha no instagram viu meus stories. (se vc não segue, aproveita e vai lá. Sempre tem novidades)

Já fazia um tempo que queria cortar uma franja mas sempre tive receio. De novo todo o discurso da vida ecoava na minha cabeça. Cabelo cacheado não pode ter franja. Vai armar. E assim foi passando o tempo e minha vontade sendo sufocada… Mas com toda essa onda de assumir os cachos, tenho visto vários tipos de cabelo cacheado, vários cortes diferentes e muitos com franja iupiiiiii!

Tem como não se inspirar???

E lá fui eu com a cara cabelo e coragem hahahaha

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Eu amei o resultado. Achei que combinou comigo e com meu estilo. Ainda estou me adaptando e aprendendo a arrumar. Hoje lavei e deixei ele do jeito que está na foto mas em 15 minutos no Sol já estava irritada de calor na testa (quem nunca?), aí acabei prendendo a franja de lado e amei!!! Não tirei foto mas logo eu arrumo assim de novo e posto 😉

Mas tb achei que ficou parecido com a irmã chata do Ferris Buller (a atriz Jennifer Grey) hahahahahaha meu irmão mais novo disse que ficou igual! Então quando postei a primeira foto de cabelo novo minha legenda foi Back to 80´s.

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Por que a gente se prende tanto a opinião dos outros?

E vc, já teve um desejo capilar e depois de muito tempo realizou? Me conta!!!

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5 Coisas que você deveria saber sobre o Japão

1. No Japão as quatro estações são bem definidas, mas o que vocês talvez não imaginem é que o verão aqui é tão quente, mas tão quente que muitas pessoas morrem de hipertermia, então se vier aqui no verão se hidrate muito bem.
Não é raro ver cobras no verão
Não é raro encontrar cobras por aqui no Verão! 
2. Você que tem um inglês fluente não pense que aqui conseguirá facilmente se comunicar, os japoneses em sua maioria não falam inglês e os que falam carregam um sotaque forte e dificulta a compreensão do que eles estão dizendo em inglês, por exemplo a simples frase THANK YOU, o japonês irá pronunciar SANKYU, imagine frases mais complexas…rs
não endendo japonês e japonês não entende inglês
Não entendo Japonês e Japonês não entende inglês! 😉
3. Comer com Hashi ( palitinhos), com certeza vocês devem saber que no Japão se come com o Hashi, mas o que muitos não sabem que para deliciar um lamen é necessário fazer o barulho de sucção. Quando não se faz o barulho significa que a comida não está boa.
4. Japão é o país da tecnologia de prédios … Essa é a imagem que muitas pessoas têm pois na TV sempre mostra a cidade de Tokyo que tem essas características, mas a maioria das cidades são pequenas e com ar bem de interior, japoneses aproveitam qualquer espaço plantar algo.
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Tokio
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Plantação
5. As lojas de conveniência Konbine, mesmo nas cidades pequenas você encontrará uma loja dessa, funcionam 24 horas e tem produtos dos mais variados, comida, produtos de higiene, é praticamente  um mini mercado. A única desvantagem é que o preço é um pouco mais alto do que em um mercado, mas dá para entender o valor mais alto, já que está aberto todos os dias 24 horas.

Espetáculo “Epidemia” do Circocan

Nossos amigos do coração Virgínia e Tiago que vocês conhecem pelas fotos do meu casamento e do da Carol, além de fotógrafos talentosíssimos também são artistas circenses, sabiam?
Eles fazem parte da companhia de circo Circocan, que é uma escola de circo com uma proposta super bacana de popularizar as atividades circenses através de aulas, formação de artistas e produção cultural.
E no dia 01 de setembro eles apresentarão o espetáculo Epidemia, eu e a Carol estaremos lá, vamos todos? Segue o convite do evento: 

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Na primeira sexta-feira do mês de setembro, os alunos do Circocan Curitiba apresentam “Epidemia”. Um espetáculo circense criado pelos alunos e professores da escola, a partir de suas vivências em aulas.
Aprendizado e encantamento, o descobrir do pertencimento. Epidemia explora a cinestesia do processo circense, através de analogias e da subjetividade acrobática e corporal de seus artistas, revelando ao público, suas próprias análises deste universo.

Serviço:
Espetáculo EPIDEMIA
01 de Setembro de 2017 – 21:00
Teatro TUCA – PUC-PR
R. Imaculada Conceição, 1155 Bloco Azul
Entrada: R$ 60,00 / R$ 30,00 meia
Pagam meia: Doadores de sangue, estudantes, professores, idosos, alunos, ex-alunos, crianças e amigos do circocan. ♥
Ingressos e informações: Com todo o elenco ou pelo fone: (41) 99982-2141 Tiago

Trintando e Slingando ❤

Sempre soube que o grande dom da minha vida era ser mãe. Sempre quis ter filhos, ou melhor, filhas!!! Muito tempo antes de engravidar da Alice tive meu primeiro contato com o sling. A cunhada de uma amiga que dançava flamenco comigo sempre aparecia nas aulas com sua bebê penduradinha no sling. Eu achava curioso aquele pano todo mas aparentemente a bebê estava sempre tão confortável.Um tempo depois a irmã dessa amiga também apareceu com sua bebê no sling e cada vez eu ficava mais curiosa. E o tempo passou…

Logo que engravidei, lembrei do sling, da Luciana Ivanike (cunhada) e da Isabella Isolani (irmã). No meu chá de bebê ganhei dois modelos. Um de argola e o pouch sling (parece uma faixa de miss hahaha). Alice nasceu e com 1 mês entrou no sling e amamos a experiência. Ter seu bebê ali fechadinho, como num casulo só pra você. Suas mãos livres e sem muito acesso para pessoas estranhas (bebês e barriga de grávida são tipo amuletos, todo mundo quer passar a mão). E usei os dois slings por muito tempo. Alice ia comigo para o flamenco, colocava ela no sling e fazia aula bem tranquila. Ela gostava tanto que dormia. Com um pouco mais de 1 ano tivemos nosso primeiro contato com o sling wrap e foi amor a primeira usada. (Não vou falar tecnicamente pq não sou especialista). Sempre ouvi dizer que quando fazemos criação com apego, e isso inclui o uso do sling, criamos uma criança segura. E deu muito certo. Alice esteve sempre penduradinha em mim por muito tempo, carreguei e embalei até engravidar da Oli.

Já me imaginava saindo da maternidade de sling com a Olivia. Acabei slingando na uti neo. Eles usam o método Mãe-Canguru para os bebês prematuros. O contato pele com pele faz bem para o bebê e para mãe também. Lembro de chorar muito na primeira vez que a coloquei dentro da redinha e ficamos ali.

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E continuo slingando a Oli. ❤

 

Ser mãe, mulher e empreender no Japão

Aos 29 anos me tornei mãe de uma linda menininha, o nome dela é Helen, que significa luz do sol, depois de uma grande tempestade que passei em minha vida esse nome foi mais do que apropriado para ela, pois ela trouxe à luz de volta à minha vida.
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Mas hoje não quero falar sobre esse momento de escuridão da minha vida e sim sobre como é ser uma brasileira morando do outro lado do mundo.
Moro no Japão e atualmente fazem 7 anos que não vou ao Brasil nem para passear!
Vim parar nesse país cheio de mistérios e de cultura tradicional porque o meu marido é neto de japoneses.
Como mulher não é um país fácil de se viver, apesar da segurança que o país oferece o outro lado da moeda é a desvalorização profissional da mulher!
Infelizmente a diferença salarial entre homens e mulheres é gritante, e muitas empresas não veem de forma positiva uma mulher se casar ou ter filhos, é como se obrigatoriamente a mulher encerra-se sua carreira profissional.
Muitas japonesas estão optando por não casarem, e tentam ser bem sucedidas em suas carreiras, e isso tem levado ao Japão num déficit de nascimento de crianças. E eu entendo perfeitamente o motivo pelos quais elas não queiram casar e ter filhos, pois eu sofro muito para conseguir dar uma qualidade de vida familiar a minha filha, a dificuldade para conseguir matricular uma criança em uma creche é enorme pois faltam vagas, e aqui mesmo creche pública tem taxa de mensalidade, o valor varia de acordo com a renda da família, mesmo uma família de renda baixa pagaria em média uns 100 reais por mês em uma creche e para conseguir uma vaga seria necessário que mãe e pai estejam trabalhando, um pouco complicado essa exigência tendo em vista que muitas mães perdem seu emprego devido a gravidez. Claro que existem leis para gestantes, mas existe uma pressão principalmente psicológica ” para que de livre e espontânea vontade” a propina grávida peça demissão.
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Enfrento muitas dificuldades como mãe, mas tenho uma super vantagem, pois não dependo de empresas para ter o meu trabalho, sou empresária e possuo minha própria escola de maquiagem no Japão e pude seguir minha carreira a diante pois sou chefe de mim mesma e sei da minha capacidade e como mulher e mãe posso me superar a cada dia mais e mais.
Não importa em que lugar do mundo você esteja, não espere que alguém te dê uma oportunidade, mas faça acontecer, torne sua dificuldade em uma oportunidade.
Evelyn Saito, 30 anos, mãe e esposa, empresária e instrutora de cursos de maquiagem.

Nova colaboradora: Evelyn!

Como a idéia do blog é trazer conteúdos variados e interessantes para as trintinhas, eu e a Carol resolvermos convidar algumas trintinhas para nos ajudar nessa missão! Gente como a Cris e agora a Evelyn, cheia de histórias legais para contar sobre suas experiências!

Conheci a Evelyn há muito tempo atrás, mais precisamente no ensino fundamental, quando ela entrou como aluna nova na minha turma e eu a salvei de cair com a cadeira e pagar um mico em frente a todos, né amiga? Hahaha Ela havia mudado de Londrina para Ponta Grossa e tinha um sotaque engraçado e uma risada divertida!

Sua simpatia fez com que ela rapidamente fosse englobada em minha turminha de amigas do coração, e lá se vão quase 20 anos de amizade, amizade esta que perdura mesmo com a mudança dela para o Japão.

Sim, a Evelyn será nossa correspondente na terra do sol nascente! Hoje ela é mãe, esposa e empreendedora nesse país pouco conhecido pela maior parte de nós! Mas vou deixar para ela contar melhor para vocês as histórias nos posts que ela preparou para nós!

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Ih, Casei!

Já que as meninas contaram de casamento, vou falar do meu primeiro casamento (logo logo vocês entenderão…).
Janeiro de 2010, estávamos namorando a 7 anos. Um casal de amigos nossos fecha uma turma de viajantes para acompanhar o casamento deles na Índia. O noivo é filho de Indianos, mas nascido no Brasil e a noiva brasileira. Fomos em 17 brasileiros para Chandigar, a cidade natal dos pais do noivo.
Festa de polaco é longa né?! Festa de indiano não fica nem um pouco atrás! Foram 3 dias de comemorações intensas! Eventos religiosos, mantras, cantigas, passeios e muuuuita comida boa!
Dia 01: Recepção, festa na casa e mantras até o finalzinho da tarde.
Dia 02: Festa na casa com passagem de creme de grão de bico nos braços e pés dos noivos. Para ficarem brilhantes e lindos. Almoço maravilha, passeio pela cidade durante a tarde.
Na noite do dia 2: A “despedida de solteiro” a família toda se reúne, a noiva faz a tatugem de henna e todas as amigas da noiva, nesse caso, também! Muita música, muita comida e muita comemoração.
Diz a tradição que, quanto mais preta fica a sua henna, maior é o amor do seu marido!
Dia 03: A tarde a noiva vai se arrumar e o noivo faz um passeio pelo bairro, vestido de noivo, já. E vai até o templo próximo a casa pra agradecer tudo. Enfim, naquela noite, o casamento como vimos na novela Caminho das Índias. Sim, é igual a novela. Noivo chegando no elefante, trocando colares de flores, dando voltas no fogo, promessas lindas e tinta vermelha na testa!
E nós alí, acompanhando tudo bem de pertinho. O casamento acontecendo, o bandidt  falando em indiano e nós conversávamos com o tio do noivo (em inglês, só pra deixar claro!)
Quando ele perguntou:
– E vocês? Não vão casar?
– Claro que vamos, pretendemos!
– Não querem casar na Índia?
– Ia ser muito legal, né? Um dia a gente volta e casa!
– Não! Casa agora! Não precisa voltar!
Pânico na cara da Cris e do Gui!
– Oi?!
Eis que o tio conversa com um e outro, todos vão balançando a cabeça e sorrindo, depois rindo. E a gente olhando pros lados pra ver pra onde corria. Tentando explicar para os primos mais novos o que o tio estava tramando. Tentando se esconder na pista de dança, mas todos achavam a ideia super legal!
E nossos amigos lá, casando! E a movimentação aumentando… Até que o casamento oficial acabou e os próprios noivos colocaram a gente no lugar deles!
Foi super lindo, mas fiquei um pouco preocupada de fazer alguma coisa errada, ou pisar no lugar errado!
A mãe do noivo (o oficial) ia nos explicando o que fazer e fomos prometendo muitas coisas um pro outro! Cada volta no fogo é uma promessa: Não ter o nome sujo no mercado. Marido me dar muitas jóias. Eu usar sempre a tinta pra mostrar que sou casada. Conversar antes de fazer adquirir dívidas e outras que não lembro agora… E vamos alimentando  o fogo com uma espécie de pipoquinha de arroz.
No final um docinho para selar essa união!
Tudo foi muito diferente do comum:
Casei de preto!
Casei descalça!
Casei no susto
Casei na Índia!

Daí vc se pergunta: Mas ninguém ficou espantado de ter um casal casando no mesmo casamento e essas coisas?

Na Índia a festa é muito mais relax. Não tem todo o protocolo que temos aqui no Brasil. Os convidados não acompanham a cerimônia (até por que leva umas 4 horas!). Depois de conhecer a noiva, todos vão jantar. Na parte da cerimônia fica só a família próxima e os envolvidos nessa parte – e os brasileiros perdidos, rs! – E vão conversando durante todo o evento. É muito solto, muito gostoso!
Nossa entrada na história foi uma grande diversão para todos! E uma super aventura para nós!
Não tem valor jurídico no Brasil, mas não tem problemas… Casamos aqui também, de outro jeito pouco convencional… Mas isso é história para oooutro post!
Cris