O amor sempre me guia!

Já contei lá no nosso IG @trintandoebordando que estou de mudança. E vou contar direitinho aqui.

Em abril desse ano meu marido recebeu uma proposta para trabalhar em Rio Negro\PR. É uma cidade pequena que fica a 100km de Curitiba e tem aproximadamente 37 mil habitantes. Foi uma decisão difícil de tomar mas decidimos que ele aceitaria a proposta. À princípio eu ficaria sozinha com as meninas durante a semana e ele viria nos finais de semanas e já estamos assim há 7 meses. Mas começou a ficar difícil e sofrido para nós 4. Para as meninas, a distância do pai, Alice chegou a ficar doente no primeiro mês e na semana seguinte das férias do Jean. Para o Jean, difícil ficar longe das meninas e perder todo o desenvolvimento delas. Para mim, ficar sem meu companheiro e criar sozinha as meninas. Então depois de muito pensar e conversar, decidimos que eu e as meninas vamos de mala e cuia. Já alugamos um apartamento e estamos tentando deixar um pouco com a nossa cara (casa alugada não dá pra fazer muitas coisas). Não é uma mudança definitiva. Provavelmente em 2 anos a gente volte para Curitiba. Mesmo assim é um processo pelo qual estou passando. Mudar de cidade, deixar família e amigos para trás. Mas preciso pensar no Pé de Oliveira, pelo bem da nossa pequena família. Por amor estamos indo e logo a gente volta com ainda mais amor, que é o grande guia da nossa família!

Então fiquem de olho no nosso instagram e na nossa página do Facebook que vou mostrar como estão os andamentos da mudança. O quartinho novo das meninas. A decoração do apê.

Em junho a Crazy Little Thing fez umas fotos lindas do nosso Pé de Oliveira lá em Rio Negro.

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[Carol] Menas main!

Sempre reclamei dos ônus da gestação e da maternidade, e sempre me criticavam. Escutei mil julgamentos do tipo Pra que engravidou então? Credo, o nenê sente que vc não está feliz, vai afetar o crescimento dele… E por aí vai.

A parte linda todo mundo fala mas a parte obscura é tipo um tabu. Não pode falar o que realmente sente porque senão você é “menos mãe”. Na gestação da Alice sofri muito com meus pensamentos. Não estava sentindo aquele amor maluco que a gente vê as pessoas falando que sentem. Uma amiga querida me falou uma coisa que guardei com carinho “Carol é por isso que leve 9 meses. É pra vc se habituar com a ideia de que terá um bebê. É como qualquer relacionamento, amor é construído dia após dia. Deixa sua bebê nascer.” Estava feliz com minha bebê a caminho mas impossível ser plenamente feliz enjoando 24h/dia nas 36 semanas de gestação. Inchaço, noites sem posição para dormir, pressão subindo e tinha que estar feliz? Afff quanta cobrança. Deixa eu reclamar um pouco!!!

Aí a Alice nasceu… Amamentação. OMG!!!! Cadê aquele momento lindo entre mãe e filha???? Peito dói, vaza, sangra. E as pessoas insistem em dizer que é um momento mágico? Como? Pq estou sendo diferente de todo mundo? Achava um saco amamentar mas amamentei por 1 ano porque sabia que era melhor para ela. Mas sempre foi bem longe de ser um momento mágico. O sentido da amamentação é mágico mas o ato é diferente… E com a Olivia não foi diferente em nada. E assim coleciono mais julgamentos.

Agora cuidando sozinha das duas (marido passa a semana em outra cidade e vem nos fds) é mais difícil. Vivo num mundo infantil só nosso. Músicas, coreografias, desenhos, histórias só para crianças de até 5 anos. Às vezes o que eu quero é assistir o Jornal (mesmo com toda a desgraça política do país). Na verdade quero é viver um pouco como uma mulher de 34 anos. Mas de que jeito?  Ficar em casa cuidando das meninas foi uma opção (quase um luxo). Não sei se daria conta se trabalhasse fora. Mas quem trabalha fora, tem os problemas do trabalho que ficam lá no trabalho. Eu não tiro férias do “meu trabalho”. Vivo enroscada com meu trabalho. É uma delícia acompanhar todo o desenvolvimento delas mas parece que eu não me desenvolvo mais, entendem? Peppa não é muito educativo hahahaha

E a culpa materna vai me acompanhar para sempre… (iria me acompanhar se estivesse trabalhando fora também). Mas tento ser leve comigo e com as meninas. E parece estar funcionando. Estou mais calma e reflete nelas. Até as birras estou mais tolerante. Mesmo a criança da mãe perfeita faz birra, imagina se as minhas não fariam?!

E tudo vai ficando mais leve. Me assumindo com minhas imperfeições. Faço e sou o melhor para elas. 21557773_10155679630159253_3661202338638356616_n

5 anos do meu começo! ❤

Vi uma frase esses dias e achei tão verdade. Depois da maternidade os dias são longos mas os anos são curtos.

Lá se foram 5 anos desde que me tornei mãe, desde que aquela pessoinha mudou a minha vida e me fez ver a vida com outros olhos. Foi um bebê tão bonzinho mas sempre muito cheia de personalidade. Rockeira desde que nasceu mas tomou gosto pelo POP também. É um ser de luz que veio me mostrar e me ensinar sobre a vida. Tem umas sacadas que impressionam e me fazem rir alto. Ela é intensa! E a vida depois do nascimento dela também se tornou intensa. Uma irmã grande que ama fazer a irmã menor sorrir (sorriá, como ela fala). Ela é totalmente fora da curva ❤

Como sempre coloco nas fotos, ela é o meu começo. Minha vida deu um loop animal depois do dia 03 de setembro de 2012!

Obrigada por me escolher ser sua mãe! Amo você até a lua, ida e volta!

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Trintando e Slingando ❤

Sempre soube que o grande dom da minha vida era ser mãe. Sempre quis ter filhos, ou melhor, filhas!!! Muito tempo antes de engravidar da Alice tive meu primeiro contato com o sling. A cunhada de uma amiga que dançava flamenco comigo sempre aparecia nas aulas com sua bebê penduradinha no sling. Eu achava curioso aquele pano todo mas aparentemente a bebê estava sempre tão confortável.Um tempo depois a irmã dessa amiga também apareceu com sua bebê no sling e cada vez eu ficava mais curiosa. E o tempo passou…

Logo que engravidei, lembrei do sling, da Luciana Ivanike (cunhada) e da Isabella Isolani (irmã). No meu chá de bebê ganhei dois modelos. Um de argola e o pouch sling (parece uma faixa de miss hahaha). Alice nasceu e com 1 mês entrou no sling e amamos a experiência. Ter seu bebê ali fechadinho, como num casulo só pra você. Suas mãos livres e sem muito acesso para pessoas estranhas (bebês e barriga de grávida são tipo amuletos, todo mundo quer passar a mão). E usei os dois slings por muito tempo. Alice ia comigo para o flamenco, colocava ela no sling e fazia aula bem tranquila. Ela gostava tanto que dormia. Com um pouco mais de 1 ano tivemos nosso primeiro contato com o sling wrap e foi amor a primeira usada. (Não vou falar tecnicamente pq não sou especialista). Sempre ouvi dizer que quando fazemos criação com apego, e isso inclui o uso do sling, criamos uma criança segura. E deu muito certo. Alice esteve sempre penduradinha em mim por muito tempo, carreguei e embalei até engravidar da Oli.

Já me imaginava saindo da maternidade de sling com a Olivia. Acabei slingando na uti neo. Eles usam o método Mãe-Canguru para os bebês prematuros. O contato pele com pele faz bem para o bebê e para mãe também. Lembro de chorar muito na primeira vez que a coloquei dentro da redinha e ficamos ali.

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E continuo slingando a Oli. ❤