Obrigada 2017!

2017 está bem indo embora e acho que foi um ano bom pra mim. Ano de mudanças.

Esse ano me libertei de algumas situações que me faziam mal e que só depois de me afastar, consegui perceber o quão tóxicas eram essas situações. E acabei olhando mais para mim, buscando me entender e principalmente me respeitar.

Já contei um pouco da minha história e relação com o padrão de beleza. Já tive transtornos alimentares severos porque queria muito estar no padrão ¨capa de revista¨. Mas demorei para entender que não é bem assim. Essa semana vi uma reportagem com a Raíza Costa e ela falou sobre o corpo dela. “Nosso corpo é o nosso templo”. E é assim que me vejo hoje. Já maltratei tanto meu corpo porque achava que ele era imperfeito mas esse corpo tão “imperfeito” foi capaz de gerar duas vidas. É esse corpo que é capaz de aprender uma coreografia e dançar. Então por que não posso amar e respeitar esse corpo? Se esse corpo é saudável pq não amar do jeito que ele é?

Achei alguns perfis no ig que falam de auto aceitação e pra mim foi transformador e provocativo ver que é possível. Que podemos e devemos respeitar nosso corpo, aceitar nossas imperfeições, que essas imperfeições nos fazem únicos.

Claro que não é todo dia que eu tô nessa vibe, meu peso ainda me assombra em alguns momentos mas percebo que isso já não é mais o importante.

Então, 2017 foi um ano bom e que uma sementinha brotou dentro de mim. Já tinha uma preocupação de como minhas filhas veriam tudo isso mas esquecia que tinha que trabalhar isso em mim primeiro. E talvez antes o discurso era “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” e hoje não tenho discurso mas tenho atitude.

Vamos comigo nessa empreitada?

 

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O amor sempre me guia!

Já contei lá no nosso IG @trintandoebordando que estou de mudança. E vou contar direitinho aqui.

Em abril desse ano meu marido recebeu uma proposta para trabalhar em Rio Negro\PR. É uma cidade pequena que fica a 100km de Curitiba e tem aproximadamente 37 mil habitantes. Foi uma decisão difícil de tomar mas decidimos que ele aceitaria a proposta. À princípio eu ficaria sozinha com as meninas durante a semana e ele viria nos finais de semanas e já estamos assim há 7 meses. Mas começou a ficar difícil e sofrido para nós 4. Para as meninas, a distância do pai, Alice chegou a ficar doente no primeiro mês e na semana seguinte das férias do Jean. Para o Jean, difícil ficar longe das meninas e perder todo o desenvolvimento delas. Para mim, ficar sem meu companheiro e criar sozinha as meninas. Então depois de muito pensar e conversar, decidimos que eu e as meninas vamos de mala e cuia. Já alugamos um apartamento e estamos tentando deixar um pouco com a nossa cara (casa alugada não dá pra fazer muitas coisas). Não é uma mudança definitiva. Provavelmente em 2 anos a gente volte para Curitiba. Mesmo assim é um processo pelo qual estou passando. Mudar de cidade, deixar família e amigos para trás. Mas preciso pensar no Pé de Oliveira, pelo bem da nossa pequena família. Por amor estamos indo e logo a gente volta com ainda mais amor, que é o grande guia da nossa família!

Então fiquem de olho no nosso instagram e na nossa página do Facebook que vou mostrar como estão os andamentos da mudança. O quartinho novo das meninas. A decoração do apê.

Em junho a Crazy Little Thing fez umas fotos lindas do nosso Pé de Oliveira lá em Rio Negro.

Comemoração dos 5 anos da Alice!

Voltando a ativa do blog com um tema que amo: FESTA!!!

Quando a Alice nasceu eu dizia que até 5 anos faria festa. (Claro que farei festinha nos próximos anos mas sem  super produção) e esse ano foi a “última” grande festa dela.

Já contei aqui no blog que sou a louca das festas. 6 meses antes já tenho o tema definido e a decoração pensada. Sempre fiz tudo (com ajuda das amigas e comadres) mas esse ano seria quase impossível produzir qquer decoração e doce porque passo a semana sozinha com as meninas. Ia ficar muito puxado pra mim então resolvi delegar. Estava em meio a preparação do aniversário da Olivia (em fevereiro) e já pensando em como seria o da Alice. Já tinha uma pasta no pinterest com as inspirações e referências para me dar um norte. Sendo maluca e chata (admito!) bati bastante a cabeça para achar alguém que fizesse decoração da forma como eu gosto.  E dessa vez Alice escolheu quase tudo, inclusive o tema Unicórnio! Então além de agradar a mãe, quem pegasse a bomba teria que agradar a aniversariante.

Faço parte de alguns grupos de mães no whatsapp e em um desses grupos conheci (virtualmente até então) a Katriny. Ela tem uma empresa chamada Pacotinho de Amor e faz festas personalizadas. E quando falo personalizada é de verdade, não é só colocar o nome da criança e pronto. Para cada cliente ela faz uma festa diferente mesmo sendo o mesmo tema e foi aí que ela me ganhou.

Na nossa primeira reunião, metida que sou, mostrei o desenho do que queria e se ela poderia fazer. Ela fez as considerações e topou o desafio. Foram looooongos meses de conversas, prints, ideias para 5 aniversários hahahaha e algumas divergências. Mas sabe aquela pessoa que vc conhece e parece que ela sempre fez parte da sua vida? A Ka é assim, parecia que a gente era amiga a vida toda. No dia da festa 02/09 ela estava em Orlando! Ela deixou tudo encaminhado e sua irmã Paola que tomou conta da festa. Lembro da Ka me mandando msg  e eu falando “não vou te responder, vai aproveitar suas férias” hahahaha Coisa que ela só fez mesmo depois da festa. E ficou tudo lindo, perfeito! Muito melhor do que meu desenhinho chulé. Além de fazer uma festa linda para a Alice, ganhei uma amiga!!! ❤

A única coisa da mesa que é minha é o Unicórnio de feltro da Feltrekos. E foi da Feltrekos também as lembrancinhas. Mini unicórnios <3!

Servimos dois bolos. Um de unicórnio que era de chocolate e um bolo branco que era um rainbow cake com recheio de cocada. Quem fez foi a Roberta Esteves da Amelita na Cozinha. Ela fez tb os docinhos (brigadeiro e beijinho) e os potinhos de panacotta LINDOS de unicórnio. A Rô fez os doces do meu casamento. Ela é incrível, super talentosa e uma querida. A Carol Ramos, uma amiga querida de longa data, fez os pirulitos mais lindos da vida. Os chifres de chocolate quem fez foi a Pati.

E as fotos lindas da Crazy Little Thing. Virginia e Tiago já são nossos amigos e fazem parte da nossa vida. A Alice tem um amor pelos dois.

Fornecedores incríveis fizeram uma festa linda e cheia de amor. Alice como sempre graciosa e doce. Fez discurso pós parabéns e aproveitou demais a festa.

 

 

[Carol] Menas main!

Sempre reclamei dos ônus da gestação e da maternidade, e sempre me criticavam. Escutei mil julgamentos do tipo Pra que engravidou então? Credo, o nenê sente que vc não está feliz, vai afetar o crescimento dele… E por aí vai.

A parte linda todo mundo fala mas a parte obscura é tipo um tabu. Não pode falar o que realmente sente porque senão você é “menos mãe”. Na gestação da Alice sofri muito com meus pensamentos. Não estava sentindo aquele amor maluco que a gente vê as pessoas falando que sentem. Uma amiga querida me falou uma coisa que guardei com carinho “Carol é por isso que leve 9 meses. É pra vc se habituar com a ideia de que terá um bebê. É como qualquer relacionamento, amor é construído dia após dia. Deixa sua bebê nascer.” Estava feliz com minha bebê a caminho mas impossível ser plenamente feliz enjoando 24h/dia nas 36 semanas de gestação. Inchaço, noites sem posição para dormir, pressão subindo e tinha que estar feliz? Afff quanta cobrança. Deixa eu reclamar um pouco!!!

Aí a Alice nasceu… Amamentação. OMG!!!! Cadê aquele momento lindo entre mãe e filha???? Peito dói, vaza, sangra. E as pessoas insistem em dizer que é um momento mágico? Como? Pq estou sendo diferente de todo mundo? Achava um saco amamentar mas amamentei por 1 ano porque sabia que era melhor para ela. Mas sempre foi bem longe de ser um momento mágico. O sentido da amamentação é mágico mas o ato é diferente… E com a Olivia não foi diferente em nada. E assim coleciono mais julgamentos.

Agora cuidando sozinha das duas (marido passa a semana em outra cidade e vem nos fds) é mais difícil. Vivo num mundo infantil só nosso. Músicas, coreografias, desenhos, histórias só para crianças de até 5 anos. Às vezes o que eu quero é assistir o Jornal (mesmo com toda a desgraça política do país). Na verdade quero é viver um pouco como uma mulher de 34 anos. Mas de que jeito?  Ficar em casa cuidando das meninas foi uma opção (quase um luxo). Não sei se daria conta se trabalhasse fora. Mas quem trabalha fora, tem os problemas do trabalho que ficam lá no trabalho. Eu não tiro férias do “meu trabalho”. Vivo enroscada com meu trabalho. É uma delícia acompanhar todo o desenvolvimento delas mas parece que eu não me desenvolvo mais, entendem? Peppa não é muito educativo hahahaha

E a culpa materna vai me acompanhar para sempre… (iria me acompanhar se estivesse trabalhando fora também). Mas tento ser leve comigo e com as meninas. E parece estar funcionando. Estou mais calma e reflete nelas. Até as birras estou mais tolerante. Mesmo a criança da mãe perfeita faz birra, imagina se as minhas não fariam?!

E tudo vai ficando mais leve. Me assumindo com minhas imperfeições. Faço e sou o melhor para elas. 21557773_10155679630159253_3661202338638356616_n

5 anos do meu começo! ❤

Vi uma frase esses dias e achei tão verdade. Depois da maternidade os dias são longos mas os anos são curtos.

Lá se foram 5 anos desde que me tornei mãe, desde que aquela pessoinha mudou a minha vida e me fez ver a vida com outros olhos. Foi um bebê tão bonzinho mas sempre muito cheia de personalidade. Rockeira desde que nasceu mas tomou gosto pelo POP também. É um ser de luz que veio me mostrar e me ensinar sobre a vida. Tem umas sacadas que impressionam e me fazem rir alto. Ela é intensa! E a vida depois do nascimento dela também se tornou intensa. Uma irmã grande que ama fazer a irmã menor sorrir (sorriá, como ela fala). Ela é totalmente fora da curva ❤

Como sempre coloco nas fotos, ela é o meu começo. Minha vida deu um loop animal depois do dia 03 de setembro de 2012!

Obrigada por me escolher ser sua mãe! Amo você até a lua, ida e volta!

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Realizando desejo!

Essa semana escrevi mais um capítulo da história do meu cabelo. Quem nos acompanha no instagram viu meus stories. (se vc não segue, aproveita e vai lá. Sempre tem novidades)

Já fazia um tempo que queria cortar uma franja mas sempre tive receio. De novo todo o discurso da vida ecoava na minha cabeça. Cabelo cacheado não pode ter franja. Vai armar. E assim foi passando o tempo e minha vontade sendo sufocada… Mas com toda essa onda de assumir os cachos, tenho visto vários tipos de cabelo cacheado, vários cortes diferentes e muitos com franja iupiiiiii!

Tem como não se inspirar???

E lá fui eu com a cara cabelo e coragem hahahaha

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Eu amei o resultado. Achei que combinou comigo e com meu estilo. Ainda estou me adaptando e aprendendo a arrumar. Hoje lavei e deixei ele do jeito que está na foto mas em 15 minutos no Sol já estava irritada de calor na testa (quem nunca?), aí acabei prendendo a franja de lado e amei!!! Não tirei foto mas logo eu arrumo assim de novo e posto 😉

Mas tb achei que ficou parecido com a irmã chata do Ferris Buller (a atriz Jennifer Grey) hahahahahaha meu irmão mais novo disse que ficou igual! Então quando postei a primeira foto de cabelo novo minha legenda foi Back to 80´s.

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Por que a gente se prende tanto a opinião dos outros?

E vc, já teve um desejo capilar e depois de muito tempo realizou? Me conta!!!

Trintando e Slingando ❤

Sempre soube que o grande dom da minha vida era ser mãe. Sempre quis ter filhos, ou melhor, filhas!!! Muito tempo antes de engravidar da Alice tive meu primeiro contato com o sling. A cunhada de uma amiga que dançava flamenco comigo sempre aparecia nas aulas com sua bebê penduradinha no sling. Eu achava curioso aquele pano todo mas aparentemente a bebê estava sempre tão confortável.Um tempo depois a irmã dessa amiga também apareceu com sua bebê no sling e cada vez eu ficava mais curiosa. E o tempo passou…

Logo que engravidei, lembrei do sling, da Luciana Ivanike (cunhada) e da Isabella Isolani (irmã). No meu chá de bebê ganhei dois modelos. Um de argola e o pouch sling (parece uma faixa de miss hahaha). Alice nasceu e com 1 mês entrou no sling e amamos a experiência. Ter seu bebê ali fechadinho, como num casulo só pra você. Suas mãos livres e sem muito acesso para pessoas estranhas (bebês e barriga de grávida são tipo amuletos, todo mundo quer passar a mão). E usei os dois slings por muito tempo. Alice ia comigo para o flamenco, colocava ela no sling e fazia aula bem tranquila. Ela gostava tanto que dormia. Com um pouco mais de 1 ano tivemos nosso primeiro contato com o sling wrap e foi amor a primeira usada. (Não vou falar tecnicamente pq não sou especialista). Sempre ouvi dizer que quando fazemos criação com apego, e isso inclui o uso do sling, criamos uma criança segura. E deu muito certo. Alice esteve sempre penduradinha em mim por muito tempo, carreguei e embalei até engravidar da Oli.

Já me imaginava saindo da maternidade de sling com a Olivia. Acabei slingando na uti neo. Eles usam o método Mãe-Canguru para os bebês prematuros. O contato pele com pele faz bem para o bebê e para mãe também. Lembro de chorar muito na primeira vez que a coloquei dentro da redinha e ficamos ali.

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E continuo slingando a Oli. ❤